Lourenço, diácono (séc. III)

São Lourenço, diácono mártir
O Martírio de São Lourenço, obra de Palma Giovane

São Lourenço, diácono (séc. III)

No ano 257, o imperador romano, Valeriano, ordenou uma perseguição contra os cristãos. No início, parecia mais branda do que a imposta por Décio. Ela tinha mais uma conotação repressora, porque proibia as reuniões dos cristãos, fechava os acessos às catacumbas, exilava os bispos e exigia respeito aos ritos pagãos. Mas não obrigava a renegar a fé publicamente. Entretanto, no ano seguinte, Valeriano ordenou que os bispos e os padres fossem todos mortos. Lourenço era o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma.

Dados de sua vida, anterior a esse período, nunca foram encontrados. Porém, devia ter uma boa formação acadêmica, pois seu cargo era de muita responsabilidade e importância. Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o papa Xisto II um pouco antes dele morrer. O papa ter-lhe-ia pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e também os da Igreja, pois temia que caíssem nas mãos dos pagãos.

Lourenço foi preso e levado à presença do governador romano, Cornélio Secularos, justamente para entregar todos os bens que a Igreja possuía. Lourenço pediu um prazo de três dias, pois, como confessou, a riqueza era grande e tinha de fazer o balanço completo. Obteve o consentimento. Assim, rapidamente, distribuiu tudo aos pobres. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e colocou-os na frente de Cornélio, dizendo: “Pronto, aqui estão os tesouros da Igreja”. Irado, o governador mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo, e lentamente. O suplício cruel não demoveu Lourenço de sua fé. Segundo uma narrativa de santo Ambrósio, Lourenço teria ainda encontrado disposição e muita coragem para dizer ao seu carrasco: “Vira-me, que já estou bem assado deste lado”.

Lourenço morreu no dia 10 de agosto do ano 258, rezando pela cidade de Roma.

Fonte: Portal Paulinas

Compartilhe