O Papa

A humildade é a virtude dos pequeninos, não uma peça teatral

A humildade é a virtude dos pequeninos, não uma peça teatral

Papa: a humildade é a virtude dos pequeninos, não uma peça teatral

Notícia via Rádio Vaticano

29 de novembro de 2016


Cidade do Vaticano (RV) – O Senhor revela o Mistério da Salvação aos pequeninos, não aos inteligentes e aos sábios. Foi  o que disse o Papa na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta (29/11).

O Papa se inspirou no Evangelho do dia de Lucas – “O louvor de Jesus ao Pai” – para destacar a preferência de Deus por quem sabe entender os seus mistérios, não os inteligentes e os sábios, mas o “coração dos pequeninos”. Também a primeira leitura, cheia de “pequenos detalhes”, observou Francisco, “vai nesta direção”. O profeta Isaías, de fato, fala de “um pequeno broto” que “nascerá no tronco de Jessé”, e não de “um exército” que trará a libertação. E os pequeninos são os protagonistas também do Natal:

“Depois, no Natal, veremos esta pequenez, esta pequena coisa: uma criança, uma estrebaria, uma mãe, um pai … As pequenas coisas. Corações grandes, mas atitude de pequeninos. E sobre este broto se repousará o Espírito do Senhor, o Espírito Santo, e este pequeno broto terá aquela virtude dos pequeninos, e o temor do Senhor. Caminhará no temor de Deus. Temor do Senhor que não é o medo: não. È dar vida ao mandamento que Deus deu ao nosso pai Abraão: ‘Caminha na minha presença e seja irrepreensível’. Humilde. Esta é humildade“.

Humildade

E somente os pequeninos, destacou ainda o Papa, “são capazes de entender” plenamente “o sentido da humildade”, o “sentido do temor de Deus”, porque “caminham diante do Senhor”, vigilados e protegidos, “sentem que o Senhor lhes dá a força para ir avante”. Esta é a verdadeira humildade, explicou Francisco:

“Viver a humildade, a humildade cristã, é ter este temor do Senhor que – repito – não é medo, mas é: “Tu és Deus, eu sou uma pessoa, eu vou avante assim, com as pequenas coisas da vida, mas caminhando na Tua presença e buscando ser irrepreensível”. A humildade é a virtude dos pequeninos, a verdadeira humildade, não a humildade um pouco teatral: não, aquela não. A humildade de quem dizia: ‘Eu sou humilde, mas orgulhoso de sê-lo’. Não, aquela não é a verdadeira humildade. A humildade do pequenino é aquela que caminha na presença do Senhor, não fala mal dos outros, olha somente para o serviço, se sente o menor … Ali está a força”.

Também é “humilde, muito humilde”, observou ainda o Papa pensando no Natal, “aquela jovem para a qual Deus “olha” para “enviar o Seu Filho”, e que logo depois vai até a prima Isabel e não diz nada sobre “aquilo que tinha acontecido”. A humildade é assim”, acrescentou Francisco, ”caminhar na presença do Senhor”, felizes, alegres porque “vigiados por Ele”, ”exultantes na alegria porque humildes”, justamente como se narra no Evangelho do dia sobre Jesus:

“Olhando Jesus que exulta na alegria porque Deus revela o seu mistério aos humildes, possamos pedir para todos nós a graça da humildade, a graça do temor de Deus, de caminhar na sua presença buscando ser irrepreensíveis. E assim, com esta humildade, possamos ser vigilantes na oração, operosos na caridade e exultantes de alegria no louvor. Assim seja”.

Papa: a humildade é a virtude dos pequeninos, não uma peça teatral


Notícia via Rádio Vaticano

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Papa: corrupção é uma forma de blasfêmia

papa

Papa: corrupção é uma forma de blasfêmia

Notícia via Rádio Vaticano

24 de novembro de 2016


Cidade do Vaticano (RV) – A corrupção é uma forma de blasfêmia, a linguagem de Babilônia para a qual “Deus não existe”, mas somente o “deus dinheiro, o deus bem-estar, o deus exploração”. Foi o que destacou o Papa na homilia da missa celebrada na manhã de quinta-feira (24/11) na capela da Casa Santa Marta.

Francisco recordou que nesta última semana do Ano litúrgico, a Igreja nos faz refletir sobre o fim do mundo e sobre o nosso fim. Comentando a Leitura do Apocalipse, o Pontífice fala de três vozes. A primeira é o grito do Anjo: “Caiu Babilônia”, a grande cidade, “a que semeava a corrupção no coração das pessoas” e que “leva todos nós no caminho da corrupção”. E o papa explicou concretamente que a corrupção é o modo de viver na blasfêmia, a corrupção é uma forma de blasfêmia, a linguagem desta Babilônia, desta mundanidade, é a blasfêmia, Deus não está: está o deus dinheiro, o deus bem-estar, o deus exploração…”

A mundanidade ruirá

Mas esta mundanidade que seduz os grandes da terra ruirá:

“Mas esta cairá, esta civilização cairá e o grito do Anjo é um grito de vitória: ‘Caiu’, caiu esta que enganava com as suas seduções. Este é o império da vaidade, do orgulho, cairá, assim como Satanás cairá.”

Pecador, mas não corrupto

Contrariamente ao grito do Anjo, que era um grito de vitória pela queda “desta civilização corrupta”, há uma outra voz poderosa, ressalta Francisco, o grito da multidão, que louva a Deus: “Salvação, glória e poder pertencem ao nosso Deus”:

É a voz poderosa “da adoração, da adoração do povo de Deus que se salva”, e também do povo em caminho, que ainda está sobre a terra. O povo de Deus pecador, mas não corrupto: pecador que sabe como pedir perdão, pecador que busca a salvação em Jesus Cristo.

Este povo se alegra quando vê o fim e a alegria da vitória se transforma em adoração. Não se pode permanecer somente com o primeiro grito do Anjo, se não há “esta voz poderosa da adoração de Deus”. Mas para os cristãos “não é fácil adorar”, observa o Papa: “nós somos bons quando rezamos pedindo alguma coisa”, mas a oração de louvor “não é fácil fazê-la”. Mas é preciso aprendê-la, “devemos aprendê-la agora para não aprendê-la com pressa quando chegaremos lá, adverte Francisco, que enfatiza a beleza da oração de adoração diante do tabernáculo. Uma oração que diz apenas: “Vós sois Deus. Eu sou um pobre filho amado por Vós”.

Deus nos fala com um fio de silêncio sonoro

Por fim, a terceira voz é um sussurro. O Anjo que diz escrever: “Bem-aventurados os convidados à ceia do cordeiro!”. O convite do Senhor, de fato, não é um grito, mas “uma voz suave”. Do mesmo modo quando Deus fala a Elias. Francisco destacou a beleza deste falar ao coração com esta voz suave. “A voz de Deus – disse o Papa – quando fala ao coração é assim: como um fio de silêncio sonoro”.

E este convite às “núpcias do cordeiro” será o fim, “a nossa salvação”, disse Francisco. Os que entraram na ceia, segundo a parábola de Jesus, são aqueles que estavam nas encruzilhadas dos caminhos, “bons e maus, cegos, surdos, mancos, todos nós pecadores, mas com a humildade suficiente para dizer: ‘Sou um pecador e Deus me salvará’”. “E se temos isso no coração, Ele nos convidará”, acrescentou o Papa, e ouviremos “esta voz sussurrada” que nos convida à ceia:

“E o Evangelho se conclui com esta voz:  Quando começarem a acontecer estas coisas, – ou seja, a destruição da soberba, da vaidade, tudo isso – reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”, isto é, está sendo convidado para a ceia do cordeiro. O Senhor nos dê esta graça de aguardar esta voz, de nos preparar para ouvir esta voz: ‘Vem, vem, vem servo fiel –  pecador mas fiel –, vem, vem para a ceia do teu Senhor.


Papa: corrupção é uma forma de blasfêmia

Notícia via Rádio Vaticano

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Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos

Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos

20 de agosto de 2016


Papa: cristãos se olhem no espelho antes de julgar

Cidade do Vaticano (RV) – Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos. Foi a exortação do Papa na missa matutina na Casa Santa Marta. O Pontífice sublinhou que aquilo que distingue o juízo de Deus do nosso não é a onipotência, mas a misericórdia.

O juízo pertence somente a Deus; por isso, se não quisermos ser julgados, nós também não devemos julgar os outros. Concentrando-se na leitura do Evangelho do dia, o Papa observou que ‘todos nós queremos que no Dia do Juízo, o Senhor nos olhe com benevolência, que se esqueça das coisas feias que fizemos na vida’.

Jesus nos chama de hipócritas quando julgamos os outros

Por isso, ‘se você julga continuamente os outros – advertiu – será julgado com a mesma medida’. “O Senhor – prosseguiu – nos pede para nos olharmos no espelho”:

“Olha no espelho… mas não para se maquiar, para que não se vejam suas rugas. Não, não, não é este o conselho… Olha no espelho para ver você mesmo, como é. ‘Por que olha o cisco que está no olho do seu irmão e não percebe a trave que está no seu? Como você pode dizer a seu irmão ‘Deixa eu tirar o cisco do seu olho, enquanto não presta atenção na trave que está no seu olho?’. E como nos define o Senhor, quando fazemos isso? Com uma só palavra: ‘Hipócrita’. Tira primeira a trave do seu olho, e só então, poderá ver direito e tirar o cisco do olho do seu irmão”.

Rezar pelos outros em vez de julgá-los

O Senhor, disse o Papa, podemos notar que “fica um pouco com raiva aqui”, nos chama de hipócritas quando nos colocamos no lugar de Deus”. Isto, acrescentou, é o que a serpente persuadiu a fazer Adão e Eva: “Se vocês comerem isso, vocês serão como Ele”. Eles, disse o Papa, “queriam tomar o lugar de Deus”:

“Por isso é feio julgar. O juízo é só de Deus, somente d’Ele! A nós o amor, a compreensão, rezar pelos outros quando vemos coisas que não são boas, mas também falar com eles: ‘Mas, olha, eu vejo isso, talvez …’ Mas jamais julgar. Nunca. E isso é hipocrisia, se nós julgamos”.

Em nossa opinião falta a misericórdia, só Deus pode julgar

Quando julgamos, continuou, “nós nos colocamos no lugar de Deus”, mas “o nosso julgamento é um julgamento pobre”, nunca “pode ser um verdadeiro julgamento”. “E por que – pergunta-se o Papa – o nosso não pode ser como o Deus? Por que Deus é Todo-Poderoso e nós não?” Não, é a resposta de Francisco, “porque em nosso julgamento falta a misericórdia. E quando Deus julga, julga com misericórdia”:

“Pensemos hoje no que o Senhor nos diz: não julgar, para não ser julgado; a medida, o modo, a medida com a qual julgamos será a mesma que usarão para conosco; e, em terceiro lugar, vamos nos olhar no espelho antes de julgar. ‘Mas aquele faz isso… isto faz o outro…’ ‘Mas, espere um pouco… ‘, eu me olho no espelho e depois penso. Pelo contrário, eu vou ser um hipócrita, porque eu me coloco no lugar de Deus e, também, o meu julgamento é um julgamento pobre; carece-lhe algo tão importante que tem o julgamento de Deus, falta a misericórdia. Que o Senhor nos faça entender bem essas coisas”.

Fonte: Rádio Vaticano

Antes de julgar os outros, devemos olhar no espelho para ver como somos

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Assunção de Maria, mistério que diz respeito a todos

assunção de maria

15 de agosto de 2016


Assunção de Maria, mistério que diz respeito a todos

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco voltou à janela do Palácio Apostólico nesta segunda-feira (15/08), feriado no Vaticano por ocasião da Solenidade da Assunção de Maria.

Aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa disse que Maria nos precede na “estrada dos batizados”, recordou as vítimas inocentes que “não têm peso sobre a opinião mundial” e todas as mulheres que vivem situações dramáticas:

“Que a elas possa chegar o quanto antes o início de uma cidade de paz, de justiça, de amor, à espera do dia em que finalmente se sentirão seguradas por mãos que não humilham, mas que com ternura as reerguem e as conduzem até o céu”, pediu o Pontífice.

Abaixo, a íntegra da alocução na tradução da redação brasileira:

***

O Evangelho da Solenidade da Assunção de Maria descreve o encontro entre Maria e a prima Isabel, destacando que “Maria levantou-se e com pressa foi até a região montanhosa, em uma cidade de Judá”.

Naqueles dias, Maria corria em direção a uma pequena cidade próxima a Jerusalém para encontrar Isabel. Hoje a contemplamos na sua estrada em direção à Jerusalém celeste, para encontrar finalmente o rosto do Pai e rever o rosto do seu Filho Jesus. Muitas vezes na sua vida terrena havia percorrido áreas montanhosas, até a última dolorosa estação do Calvário, associada ao mistério da paixão de Cristo.

Agora, a vemos chegar à montanha de Deus, “vestida como o sol, com a lua sob seus pés e, na cabeça, uma coroa de doze estrelas” e atravessar os limites da pátria celeste.

Ela foi a primeira a acreditar no Filho de Deus, e é a primeira a subir aos céus em corpo e alma. Inicialmente, acolheu e tomou conta de Jesus quando ainda era criança, e é a primeira a ser acolhida pelos braços de seu Filho para ser levada ao Reino eterno do Pai.

Maria, moça humilde e simples de uma vila perdida na periferia do império, justamente porque acolheu e viveu o Evangelho, foi admitida por Deus para estar pela eternidade ao lado do trono do Filho. É assim que o Senhor tira os potentes dos tronos e eleva os humildes.

A Assunção de Maria é um grande mistério que diz respeito a todos nós, sobre o nosso futuro. Maria nos precede na estrada para a qual são encaminhados aqueles que, diante do Batismo, ligaram a sua vida a Jesus, como Maria entrelaçou a Ele a sua própria vida.

A festa de hoje preanuncia os “novos céus e a nova terra”, com a vitória de Cristo ressuscitado sobre a morte e a derrota definitiva do mal. Para tanto, a exaltação da humilde moça da Galileia, expressada no canto do Magnificat, se torna canto de toda a humanidade, que se compraz no ver o Senhor que se inclina sobre todos os homens e todas as mulheres, humildes criaturas, e assume com Ele todos no céu.

Pensemos, em particular, às mulheres cansadas do fardo da vida e do drama da violência, às mulheres escravas da prepotência dos potentes, às meninas obrigadas a realizar trabalhos desumanos, às mulheres obrigadas  a renderem-se no corpo e no espírito à cobiça dos homens.

Que a elas possa chegar o quanto antes o início de uma vida de paz, de justiça, de amor, à espera do dia em que finalmente se sentirão seguradas por mãos que não humilham, mas que com ternura as reerguem e as conduzem pela estrada da vida até o céu.

E agora, nos voltemos com confiança a Maria, doce Rainha do céu, e a peçamos: “Doai-nos dias de paz, vigia o nosso caminho, faz que vejamos o teu Filho, cheios da alegria do Céu”.

Vítimas inocentes

Quero confiar mais uma vez à Rainha da Paz, que hoje contemplamos na glória celeste, as ansiedades e as dores das populações que em tantas partes do mundo são vítimas inocentes de persistentes conflitos.

O meu pensamento vai aos habitantes do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, que recentemente foram vítimas de novos massacres, que há muito são perpetrados no silêncio vergonhoso sem sequer chamar a nossa atenção. Fazem parte, infelizmente, de tantos inocentes que não têm peso sobre a opinião mundial.

Obtenha Maria por todos sentimentos de compreensão e desejo de concórdia.

***

Fonte: Rádio Vaticano

Assunção de Maria, mistério que diz respeito a todos

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A diplomacia da Santa Sé nas Nações Unidas

Por dentro da diplomacia da Santa Sé nas Nações Unidas
Papa Francisco discursa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, aos 25 de setembro de 2015, por ocasião da Viagem Apostólica aos Estados Unidos realizada entre os dias 19 e 28 do mesmo ano. Imagem: L’Osservatore Romano (link na imagem)

12 de agosto de 2016


Por dentro da diplomacia da Santa Sé nas Nações Unidas

Nova Iorque (RV) – A convite do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Nova Iorque, Arcebispo Bernardito Auza, uma delegação com mais de 100 integrantes entre bispos, sacerdotes e leigos da província de Bohol, nas Filipinas, visitou a sede da ONU no final de julho para conhecer o trabalho da missão diplomática vaticana.

Os membros da Missão permanente explicaram a dinâmica dos trabalhos da Santa Sé e também da ONU, assim como as relações entre as duas instituições. Dom Auza, que é originário da província de Bohol, moderou a conferência.

“A Santa Sé não representa somente o Papa, mas toda a Igreja católica”, afirmou o arcebispo.

Atualmente, a Santa Sé mantém relações diplomáticas com 180 países. De acordo com o site da Missão permanente, a “Santa Sé tem, por escolha própria, o status de Observador Permanente junto à ONU e não de Estado-membro. Isso se deve, antes de tudo, ao desejo da Santa Sé em manter neutralidade absoluta diante de problemáticas políticas específicas”. A Santa Sé é Observador Permanente junto às Nações Unidas desde 6 de abril de 1964.

Visitas dos Papas

Ao longo dos 70 anos das Nações Unidas, o Palácio de Vidro recebeu cinco visitas de um Pontífice. A última de Francisco, em setembro de 2015, quando a bandeira da Santa Sé foi hasteada pela 1ª vez junto àquelas dos Estados-membros.

Padre Roger Landry, responsável por eventos especiais na missão, disse que os Pontífices “sempre expressaram estima pelas Nações Unidas como uma instituição necessária”.

“E, ao mesmo tempo, eles disseram também que, à semelhança da Igreja, é uma instituição, é uma instituição que perenemente necessita de reformas”, acrescentou Landry, para afirmar:

“A Santa Sé procura trazer uma perspectiva influenciada pela luz do Evangelho e da experiência humanitária de 2 mil anos da Igreja para o debate internacional. Respeitar a dignidade de toda a vida humana é sempre uma prioridade porque a dignidade está regularmente sob ataque”, concluiu.

Fonte: Rádio Vaticano

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Jesus nosso salvador

Jesus nosso salvador
Papa Francisco encontrou fiéis hoje na Audiência Geral na sala Paulo VI

Jesus nosso salvador

10 de agosto de 2016


Papa: Jesus, verdadeira Porta que nos leva à salvação

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa encontrou milhares de peregrinos e fiéis, provenientes de diversas parte da Itália e do mundo, para a tradicional Audiência semanal nesta quarta-feira (10/08), na Sala Paulo VI.

Em sua catequese, Francisco partiu da passagem evangélica da “ressurreição de um jovem”. Trata-se de um milagre realmente grandioso. Porém, o ponto central desta narração não é o “milagre”, mas a ternura de Jesus com a mãe do jovem.

A misericórdia – disse o Papa – se apresenta aqui como uma grande compaixão de Jesus pela mulher, que havia perdido seu marido e, agora, acompanhava seu único filho ao cemitério. Esta grande dor de uma mãe comoveu Jesus, a ponto de realizar o milagre da ressurreição de seu filho.

Ao iniciar este episódio, recorda Francisco, o evangelista Lucas descreve alguns particulares: à porta da cidadezinha de Naim encontram-se dois grupos numerosos, que provêm de direções opostas e não têm nada em comum.

Dor

Por sua vez, Jesus, acompanhado dos seus discípulos e de uma grande multidão, está para entrar na cidadezinha e se depara com o enterro de um jovem, com uma mãe viúva e muita gente. Ao ver a mulher, Jesus sentiu uma grande compaixão e, com uma grande misericórdia, tocou o caixão e enfrentou a morte. E o Papa ponderou:

“Durante este Jubileu seria bom que, ao passar pela Porta Santa, a ‘Porta da Misericórdia’, os peregrinos se recordassem deste episódio do Evangelho. Quando Jesus viu aquela mulher em lágrimas, ele entrou em seu coração. Ao passar pela Porta Santa cada uma leva a própria vida, com suas alegrias e sofrimentos, projetos e falências, dúvidas e temores, para apresentá-la à misericórdia divina”.

Além do sofrimento

Devemos estar cientes, acrescentou o Pontífice, que na Porta Santa o Senhor se aproxima de cada um de nós para oferecer a sua poderosa palavra consoladora: “Não chore”:

“Esta é a Porta do encontro entre a dor da humanidade e a compaixão de Deus. Ao passar pela Porta Santa realizamos a nossa peregrinação no âmbito da misericórdia de Deus, que hoje repete a nós, como fez com o jovem defunto: ‘Levante-se’. A palavra poderosa de Jesus realiza em nós a passagem da morte para a vida, nos faz reviver, nos dá esperança, fortalece os corações e nos leva para além do sofrimento e da morte”.

Porta

Em relação ao episódio, Jesus restitui o filho à sua mãe. Assim, ela se torna mãe pela segunda vez. Mãe e filho experimentam a misericórdia concreta do Senhor. Ele vai ao encontro do seu povo, a humanidade. Ele é a verdadeira Porta que nos conduz à salvação e nos restitui à vida nova. A sua Misericórdia nos conduz às obras de misericórdia.

Ao término da sua catequese semanal, o Papa passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos em algumas línguas. Eis a saudação que fez em português:

Saudação em português

“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis de Portugal e do Brasil. Queridos amigos, a experiência da compaixão misericordiosa de Deus nos deve impelir a levar os outros ao encontro com Jesus, que espera cada homem e cada mulher nas diversas Portas da Misericórdia espalhadas por todas as Igrejas particulares do mundo. Que Deus os abençoe!”

Antes de conceder a sua Bênção Apostólica, Francisco dirigiu uma saudação particular a algumas Religiosas, que estão realizando seus Capítulos Gerais, e à Ordem dos Padres Pregadores ou Dominicanos pelo oitavo centenário de sua fundação por São Domingos de Gusmão.

Por fim, o Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica!

Assista abaixo a Audiência Geral de hoje com o Papa Francisco:

Fonte: Rádio Vaticano

Jesus nosso salvador

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Papa Francisco diz que gostaria de visitar tribo na Amazônia

Papa Francisco diz que gostaria de visitar tribo na Amazônia

09 de agosto de 2016


Cidade do Vaticano (RV) Neste 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas, o Papa Francisco lançou uma mensagem no Twitter, pedindo que os “povos indígenas, ameaçados na sua identidade e própria existência, sejam respeitados”.

Em 27 de julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude, o Papa encontrou alguns representantes dos índios pataxós, sem contudo falar diretamente às comunidades indígenas.

Intenção do Papa

Mas no último dia 16 de julho, o bispo de Itaiatuba, no Pará, Dom Wilmar Santin recebeu uma carta de Francisco em resposta ao convite para visitar a região do Rio Tapajós.

“Estou consciente do sofrimento e marginalização”, escreveu Francisco ao afirmar conhecer de perto a situação dos povos indígenas brasileiros.

“E, por todos estes motivos, gostaria de poder realizar uma visita ao coração da Amazônia”, concluiu Francisco, pedindo que se reze por esta intenção.

Fonte: Rádio Vaticano

Papa Francisco diz que gostaria de visitar tribo na Amazônia

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O Papa Francisco recorda o dever da esmola e da vigilância

O Papa Francisco recorda o dever da esmola e da vigilância

07 de agosto de 2016


Papa: injustiças nascem do nosso comportar como patrões da vida dos outros

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo (07/08), com os fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo que se reuniram na Praça São Pedro.

“No Evangelho de hoje, Jesus fala aos seus discípulos sobre a atitude a ser tomada em vista do encontro final com Ele, e explica como a expectativa deste encontro deve conduzir a uma vida rica de boas obras”, disse o Pontífice em sua alocução.

“Vendam os seus bens e deem o dinheiro em esmola. Façam bolsas que não envelhecem, um tesouro que não perde o seu valor no céu: lá o ladrão não chega, nem a traça rói”, diz Jesus.

“É um convite a dar valor à esmola como obra de misericórdia, a não colocar a confiança nos bens efêmeros, a usar as coisas sem apego e egoísmo, mas segundo a lógica de Deus, a lógica da atenção aos outros, a lógica do amor. Nós podemos ser muito apegados ao dinheiro, ter muitas coisas, mas no final, não podemos levar tudo isso conosco. Recordem que o sudário não tem bolsos”, frisou o Papa.

O ensinamento de Jesus prossegue com três parábolas breves sobre o tema da vigilância. “Isto é importante: a vigilância, estar atentos, ser vigilantes na vida”, disse o Papa.

A primeira é a Parábola dos Servos que esperam na noite o retorno do patrão. “Felizes os  servos que o senhor encontra acordados quando chega”: é a beatitude do esperar o Senhor com fé, de estar preparado, em atitude de serviço. Ele está presente a cada dia, bate à porta do nosso coração. Será feliz aquele que o abrir a porta, porque terá uma grande recompensa: De fato, o Senhor se fará servo de seus servos. É uma recompensa bonita. No grande banquete de seu Reino ele os servirá. Com esta parábola, ambientada na noite, Jesus prevê a vida como uma vigília de expectativa operante, um prelúdio ao luminoso dia da eternidade.

Para ter acesso a essa vida “é preciso estar preparado, vigilante e comprometido com o serviço aos outros, na perspectiva consoladora de que, de lá, não seremos nós a servir a Deus, mas Ele nos acolherá em sua mesa. Pensando bem, isto acontece já hoje toda vez que encontramos o Senhor na oração ou quando servimos os pobres, mas sobretudo na Eucaristia, onde Ele prepara um banquete para nos nutrir com a sua Palavra e seu Corpo”.

A segunda parábola tem como imagem a chegada imprevisível do ladrão. Este fato exige vigilância; de fato, Jesus exorta: “Estejam preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que vocês menos esperarem”. O discípulo é aquele que espera o Senhor e o seu Reino.

“O Evangelho esclarece esta perspectiva com a terceira parábola: o administrador de uma casa depois da partida do patrão. Na primeira parte, o administrador cumpre fielmente as suas tarefas e recebe a recompensa. Na segunda, o administrador abusa de sua autoridade e espanca os servos, e no retorno inesperado do patrão, será punido. Esta cena descreve uma situação frequente também em nossos dias: muitas injustiças, violências e maldades cotidianas nascem da ideia de nos comportar como patrões da vida dos outros. Temos um patrão que não gosta de ser chamado de patrão, mas como Pai. Somos servos, pecadores e filhos. Ele é o único Pai.”

“Jesus hoje nos recorda que a espera da bem-aventurança eterna não nos exime do compromisso de tornar o mundo mais justo e habitável. Aliás, esta nossa esperança de possuir o Reino na eternidade nos impulsiona a trabalhar para melhorar as condições da vida terrena, especialmente dos irmãos desfavorecidos”, disse ainda o Papa.

Francisco  pediu à Virgem Maria para que nos ajude a ser pessoas e comunidades não achatadas no presente, ou, pior, nostálgicas do passado, mas inclinadas ao futuro de Deus, ao encontro com Ele, nossa vida e nossa esperança. (MJ)

Fonte: Rádio Vaticano

O Papa Francisco recorda o dever da esmola e da vigilância

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O mundo precisa de perdão

O mundo precisa de perdão

05 de agosto de 2016


Nunca renunciemos a «ser sinais humildes de perdão e instrumentos de misericórdia», porque «demasiadas pessoas vivem fechadas no rancor e conservam ódio, arruinando a própria vida e a dos outros em vez de encontrar a alegria da serenidade e da paz». Repetindo que o mundo de hoje «precisa de perdão», o Papa confiou à intercessão de são Francisco esta invocação durante a visita à Porciúncula em Assis realizada na tarde de quinta-feira 4 de agosto.

O mundo precisa de perdãoNa comemoração do oitavo centenário do Perdão de Assis, o Pontífice foi à basílica de Santa Maria dos Anjos ali permanecendo três horas durante as quais, em longa oração silenciosa na Porciúncula, lugar do qual a indulgência invocada por são Francisco ainda hoje continua a «gerar paraíso». Depois de ter proposto uma meditação aos fiéis presentes na basílica, ouviu a confissão de 19 pessoas, saudou os bispos, os superiores-gerais das ordens franciscanas e – evento particularmente significativo à luz de quanto acontece nestes dias – Abdel Qader Mohd, imã de Perúsia. Por fim, Francisco encontrou-se com dez religiosos doentes, com os assistentes, na enfermaria do adjacente convento dos frades menores.

Acrescentando como de costume considerações pessoais improvisadas ao texto escrito da meditação sobre o trecho evangélico de Mateus (18, 21-35), a conhecida parábola do servo sem piedade. Francisco imediatamente libertou o campo de equívocos dizendo-se consciente do facto que «é difícil» perdoar. «Quanto nos custa perdoar os outros! Pensemos um pouco nisto» exortou. De resto, o próprio lugar da Porciúncula, onde «tudo fala de perdão» – observou o Pontífice – oferece infinitos pontos de reflexão sobre «o grande dom» oferecido pelo Senhor aos homens, ensinando-lhes «a perdoar ou, pelo menos, a ter a vontade de perdoar». A tal propósito Francisco não tem dúvidas: «Não há ninguém entre nós, aqui, que não tenha sido perdoado», esclareceu, exortando a pensar em silêncio nas «coisas desagradáveis que fizemos» e na «maneira que o Senhor nos perdoou». Consequentemente «como Deus nos perdoa, assim também devemos perdoar a quem nos faz mal. É a carícia do perdão. O coração perdoa. O coração que perdoa, acaricia». Exatamente ao contrário da reação humana que habitualmente se manifesta com um: «tu me pagarás!».

Outro elemento de reflexão contido na parábola e evidenciado pelo Pontífice é a «paciência de Deus», que se manifesta sobretudo no confessionário. «Somos cheios de defeitos – reconheceu Francisco – e cometemos com frequência os mesmos pecados. No entanto, Deus nunca se cansa de oferecer o seu perdão cada vez que o pedimos». Trata-se de «um perdão pleno, total, com o qual nos oferece a certeza de que, não obstante possamos cometer de novo os mesmos pecados, Ele tem piedade de nós e nunca deixa de nos amar». Com efeito, o seu perdão «não conhece limites; vai além de toda a nossa imaginação e alcança quantos, no íntimo do coração, reconhecem que erraram e desejam voltar para Ele».

Certamente, reconheceu o Pontífice, «quando estamos em dívida com os outros, pretendemos a misericórdia; ao contrário se estamos em crédito, invocamos a justiça. Todos fazemos assim». Mas, advertiu, não deve ser «esta a reação do discípulo de Cristo e não pode ser este o estilo de vida dos cristãos. Jesus ensina-nos a perdoar e a fazê-lo sem limites».

E dado «oferecer o testemunho da misericórdia no mundo de hoje é uma tarefa à qual ninguém pode renunciar», Francisco convidou os frades e os bispos presentes «a ir aos confessionários e ficar à disposição do perdão», assim como ele mesmo fez, permanecendo ali cerca de uma hora e confessando um frade franciscano dois sacerdotes, quatro escoteiros, uma senhora em cadeira de rodas e onze voluntários do serviço da basílica de Santa Maria dos Anjos.

Fonte: L’Osservatore Romano

Leia na íntegra a homilia do Santo Padre clicando >aqui<

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